Acre tem sete pacientes na fila de transplante de medula óssea, diz Saúde

12.03.2018 17:00 Por Redação Juruá Online

Dados da saúde apontam que dos pacientes, cinco são adultos e duas crianças. Um deles encontrou doador compatível e aguarda data para o transplante.

Sete pessoas estão na fila de transplante de medula óssea no Acre, segundo Saúde (Foto: Janine Brasil/G1)

Sete pessoas estão na fila de transplante de medula óssea no Acre, segundo Saúde (Foto: Janine Brasil/G1)

O Acre tem sete pacientes na fila para fazer o transplante de medula óssea. Os dados foram repassados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Dos pacientes que aguardam pela cirurgia, cinco são adultos e duas crianças. Um desses adultos já conseguiu encontrar um doador compatível e aguarda que a data do transplante seja marcada.

Os transplantes em pacientes do Acre são realizados no Rio Grande do Norte por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), segundo a Sesacre.

Nos últimos anos o número de pessoas cadastras no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) aumentou significativamente passando de 62 cadastros em 2013 para 7.805 este ano.

Somente em 2017, mais de 2,8 mil pessoas se cadastraram. A informação foi confirmada pelo setor de Captação de Doadores do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre).

A enfermeira responsável pelo setor, Quésia Nogueira, falou sobre a importância das pessoas se cadastrarem no Redome e de conhecerem o procedimento. Segundo ela, existem casos em que são encontrados doares compatíveis, mas a pessoa acaba desistindo quando descobre que o procedimento se trata de uma cirurgia.

“A pessoa precisa ter de 18 a 55 anos, tem que se sentir bem de saúde e conhecer o procedimento. A pessoa tem que saber que ela vai se submeter a um procedimento cirúrgico caso seja compatível com um paciente que esteja na fila. Para saber informações, é importante ir ao hemocentro”, informou Quésia.

Para fazer o cadastro de medula óssea é necessário estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e não ter doenças infecciosas (hepatite, chagas, HIV, sífilis) e outros problemas como diabetes, câncer e doenças específicas do sangue.

Os voluntários preenchem um formulário com informações pessoais. Em poucos minutos é retirada apenas uma amostra com 5 ml de sangue. O material é encaminhado para o teste de Histocompatibilidade (HLA), que verifica as características genéticas entre o doador e o receptor inscrito no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme).

“É muito importante as pessoas se sensibilizarem com o próximo. Ao doar, a pessoa pode salvar uma vida e, na verdade, a vida de uma família. Porque uma família que perde um filho por conta de não encontrar um doador compatível acaba morrendo junto”, destacou a enfermeira.

Fonte: G1.

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