Com corte de 30%, Ufac deve perder R$ 15 milhões e ter 2º semestre comprometido

03.05.2019 14:21 Por REDAÇÃO ONLINE

Anúncio de repasse federal foi feito há 3 dias pelo Ministério da Educação (MEC). Reitoria deve ser reunir com ministro no dia 16 de maio.

Por G1


Única universidade pública do AC deve perder R$ 15 milhões e ter 2° semestre comprometido após cortes de 30% — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Única universidade pública do AC deve perder R$ 15 milhões e ter 2° semestre comprometido após cortes de 30% — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

A reitoria da única universidade pública do Acre, a Universidade Federal do Acre (Ufac), divulgou nesta sexta-feira (3) que a instituição pode perder R$ 15 milhões, caso o governo corte os repasses federais em 30%, como anunciado há 3 dias.

No final do mês, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, explicou o motivo do bloqueio em uma entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”.

Ele firmou que “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia terão verbas reduzidas”.

Com isso, confirmou o corte de 30% em repasses para todas as universidades federais. A reitora da Ufac, Guida Aquino, diz que a redução no investimento pode afetar, inclusive, o segundo semestre na faculdade.

“Se for mantido esse corte de 30%, a universidade não vai ser viabilizada no segundo semestre de 2019 porque afeta diretamente os serviços de manutenção, como água energia, segurança, limpeza e também os insumos suprimentos para nossos laboratórios e manutenção dos nossos cursos. Então, se mantido esse percentual, só vamos conseguir encerrar o primeiro semestre”, alerta.

Atualmente, a Ufac recebe R$ 44 milhões em verbas federais, tanto para custeio, como para capital. Guida disse ainda que foi pega de surpresa com o anúncio do MEC e que no dia 16 de maio deve sentar com o novo ministro para saber como vai ficar a situação da universidade.

“Quando eu não tenho estrutura, não tenho orçamento para bancar estrutura e também os suprimentos e insumos para nossos laboratórios. E, com isso, vamos ter o impacto direto na pesquisa, ensino e extensão”, destaca.

Guida enfatizou ainda que a universidade vem sofrendo com cortes em seu orçamento desde 2017 e que, inclusive, iniciou o ano letivo de 2019 com deficit. “A gente pensava que poderia ficar com serviços, insumos e os suprimentos, mas iniciamos esse ano com deficit e, se for mantido esse percentual de corte agora, não vamos o segundo semestre”, finaliza.

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