Corpo de menino esquartejado no DF chega ao Acre na madrugada desta quarta (5)

05.06.2019 12:43 Por REDAÇÃO ONLINE

Cadáver sai do DF às 23h (horário de Brasília) desta terça (4) e chega ao Acre às 1h15 (3h15 horário de Brasília) de quarta (5). Mãe e companheira estão presas no Distrito Federal suspeitas do crime.

Por G1


Rhuan Maicon tinha quatro anos quando saiu do Acre com a mãe, segundo avô — Foto: Arquivo da família

Rhuan Maicon tinha quatro anos quando saiu do Acre com a mãe, segundo avô — Foto: Arquivo da família

O corpo do menino Rhuan Maicon, de 9 anos, deve chegar ao Acre na madrugada desta quarta-feira (5) em um voo vindo de Brasília (DF). O menino foi morto e esquartejado na madrugada do sábado (1º) em Samambaia, no Distrito Federal.

O governo do Acre informou que está dando todo suporte à família da criança e que vai arcar com todos os custos. O velório e o enterro vão ocorrer no Cemitério Morada da Paz, em Rio Branco. Do aeroporto, o corpo de Rhuan deve ser levado para a capela do cemitério para o velório.

A suspeita é de que a mãe do menino, Rosana Auri da Silva Cândido, de 27 anos, tenha cometido o crime com a ajuda da companheira dela, Kacyla Pryscila Santiago Damasceno Pessoa, 28. As duas estavam em casa quando a polícia chegou e foram presas.

No domingo (2), o governo e a Defensoria Pública do Acre (DPA) tentavam autorização para trazer o corpo do menino para o estado acreano e para ser entregue para a família. Rosana fugiu do Acre, juntamente com Kacyla e a filha dela, de 8 anos, levando o filho escondido da família em dezembro de 2014.

Ao G1, o defensor público Celso Araújo disse que o voo sai de Brasília às 23h50 (horário de Brasília) e deve chegar ao estado acreano por volta das 1h15 (3h15 horário de Brasília). Segundo ele, a Polícia Civil liberou o corpo de Rhuan com uma certidão de óbito por morte violenta.

Rosana Auri (esq.) e a companheira Kacyla Pryscila (dir.) são suspeitas de matar e esquartejar Rhuan na madrugada de sábado (1) — Foto: Divulgação PC/DF

Rosana Auri (esq.) e a companheira Kacyla Pryscila (dir.) são suspeitas de matar e esquartejar Rhuan na madrugada de sábado (1) — Foto: Divulgação PC/DF

“Estamos acompanhando, intermediando e agilizando essa situação desde domingo. Levava em média dez dias [certidão de óbito], mas conseguimos em um dia. O IML demorava também para liberar, mas conseguimos hoje de manhã a liberação”, afirmou Araújo.

Ainda segundo o defensor, a Defensoria vai continuar mantendo contato e dando assistência à família durante o velório e enterro.

“Vamos manter contato com a família, porque vai ser caixão fechado. Não têm condições como a criança está. Vamos acompanhar o desenrolar até a família fazer o enterro”, complementou.

Sequestrado há 5 anos

O pequeno Rhuan foi sequestrado há cinco anos pela mãe, Rosana, do Acre. A informação foi repassada ao G1 pela família do pai do menino.

Abalado com a notícia, o avô da criança, Francisco das Chagas, conhecido como Chaguinha, falou que Rosana teve um relacionamento com o filho dele, mas que nunca cuidou do menino e ele foi criado até os quatro anos pela família do pai.

Porém, em 2014, Rosana teria fugido do estado acreano com a criança e a companheira. O pai de Rhuan tinha a guarda da criança dada pela Justiça do Acre.

O avô conta que fez buscas em várias cidades do país para tentar encontrar o neto.

Menina de 8 anos presenciou crime

Além de Rhuan, o casal também peregrinava com a filha de Kacyla, uma menina de 8 anos, que deve voltar para o Acre nos próximos dias. Segundo a polícia, a menina presenciou o crime.

O servidor público Rodrigo Oliveira, de 29 anos, chegou a Brasília, no domingo (2), para buscar a filha, sequestrada pela mãe Kacyla, em dezembro de 2014.

Em Brasília, ele conversou com o G1 e contou como foram os anos de procura pela filha. O pai da menina diz que a última vez que viu fotografias da criança foi em 2017, em uma rede social.

A família fazia buscas constantes na internet com a ajuda do avô do menino assassinado.

“Foram cinco anos angustiantes. Foram anos de uma caça pelo paradeiro dela, que só teve fim com essa tragédia, infelizmente”, lamentou Oliveira.

Até a manhã de domingo (2), a menina permanecia sob a guarda do Conselho Tutelar, até que a Justiça autorize o retorno dela para Rio Branco (AC) com o pai.

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