Homem pega quase 60 anos de prisão por ter matado jovem e ter degolado idoso no interior do Acre

14.11.2017 14:05 Por Redação Juruá Online

Ademar Araújo foi morto no Ramal Xipamano e teve a cabeça arrancada pelo acusado  (Foto: Arquivo Pessoal)

Ademar Araújo foi morto no Ramal Xipamano e teve a cabeça arrancada pelo acusado (Foto: Arquivo Pessoal)

As penas somadas de Gilberto de Souza, mais conhecido por Cangerê, chegam a 59 anos de prisão. Ele é acusado de dois homicídios registrados na cidade de Xapuri neste ano.

O primeiro foi contra Josemir Rodrigues Siqueira, de 32 anos. Ele foi encontrado no dia 17 de janeiro no Ramal Cachoeira, distante 40 quilômetros da área urbana de Xapuri. Siqueira foi morto com um tiro no rosto.

Por esse crime, o acusado foi condenado a 25 anos de reclusão e pagamento de 60 dias-multa. De acordo com o processo, Souza bebeu e embriagou a vítima para facilitar o crime. Além disso, após matar Siqueira, ainda o roubou.

O segundo crime pelo qual o acusado foi condenado a 34 anos de prisão e 90 dias-multa foi o do aposentado Ademar Bezerra de Araújo, de 77 anos. Ele foi morto com tiros e facadas por Siqueira e outro acusado no Ramal Xipamano, na BR-317, zona rural de Xapuri, interior do Acre.

O idoso estava fazendo uma colheita de milho quando foi atacado pelos criminosos e ainda teve a cabeça decepada. O crime aconteceu em julho deste ano e a família, na época, informou que não conheciam os acusados e não sabiam o que teria motivado o crime bárbaro.

Souza e o comparsa foram presos um dia após o crime. As decisões são do Tribunal do Júri da Comarca de Xapuri, onde ocorreram as mortes. “O homem decapitou e desfilou com a cabeça da vítima nas mãos antes de jogá-la no rio”, destacou o juiz de direito Luis Pinto, titular da Comarca.

Além disso, a Justiça enfatizou ainda que o acusado está envolvido em diversos crimes e que também assustava os moradores da comunidade em que morava.

“Havia, inclusive, o discurso e conhecimento popular sobre o réu ter assassinado 19 vítimas. Além de o fato andar pelos ramais portando as duas armas de fogo tinha o intuito de produzir medo e pânico na comunidade”, concluiu o juiz.

Fonte: G1

Recomendado

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site ou de seus editores.