Juntos, 17 acusados de liderar facção criminosa no AC pegam mais de 190 anos de prisão

07.07.2019 12:02 Por REDAÇÃO ONLINE

Acusados foram presos na Operação Xeque-Mate, deflagrada em agosto de 2018 pela Polícia Civil e MP-AC. Ação resultou na prisão de cerca de 25 pessoas em três estados.

Por G1


Operação desarticulou grupo com mais de 20 líderes de facção que planejavam crimes no Acre — Foto: Arquivo pessoal

Operação desarticulou grupo com mais de 20 líderes de facção que planejavam crimes no Acre — Foto: Arquivo pessoal

Dezessete pessoas presas na Operação Xeque-Mate, desencadeada em agosto de 2018, foram condenadas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). A ação resultou na prisão de cerca de 25 líderes de uma organização criminosa.

A operação foi realizada pela Polícia Civil do Acre e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do estado (MP-AC). As prisões da operação ocorreram no Acre, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.

Dos presos, o MP-AC destacou que ofereceu denúncia contra 23 pessoas, que pegaram de nove a 23 anos de prisão em regime inicial fechado.

Ainda segundo o MP-AC, os criminosos presos em outros estados ainda não foram julgados.

Operação

Foram cumpridos 25 mandados de prisão e quatro de busca e apreensão nos três estados. Membros do MP-AC e da Polícia Civil explicaram que foi identificado uma espécie de tabuleiro, que reunia os mandantes dos crimes nesses estados e repassavam as ordens.

No Acre, a polícia cumpriu os mandados no Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC), e também nos presídios de Tarauacá e Senador Guiomard, no interior do estado – quando 22 presos foram identificados. Outra prisão foi no Rio Grande do Norte e duas no Mato Grosso do Sul.

“Foi focada em uma organização que teve origem no Sudeste, mas se espalhou para todo território nacional. A partir da análise de documentos apreendidos nos presídios do Acre, conseguimos identificar a existência de uma célula dessa organização. A operação visou os líderes desse tabuleiro e conseguimos identificar não só essa célula, mas integrantes que tinham o poder de decisão para toda região Norte e outros países da América Latina”, explicou, na época, o promotor de Justiça Bernardo Albano.

Ainda segundo as investigações, algumas das ordens de crimes partiam de líderes presos nos estados do Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. O MP-AC disse também que os líderes tinham código penal com punições para os integrantes.

“Todas as decisões relacionadas a execuções e crimes de rua passavam por essa célula. A identificação da liderança foi fundamental para que se descobrisse diversos crimes e também criminosos”, complementou Albano.

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