MPAC obtém condenação de réu por tentativa de homicídio contra PM em Acrelândia

14.11.2018 10:35 Por REDAÇÃO ONLINE

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) obteve, nesta segunda-feira (12), a condenação de Geildo Ivo da Silva, perante o Tribunal do Júri da Comarca de Acrelândia, pela prática do crime de tentativa de homicídio qualificado contra um policial militar.

Segundo o que foi apurado, no início de 2017, uma guarnição da PM fez uma abordagem de rotina a duas pessoas que trafegavam em uma motocicleta, no bairro Portelinha, pois acharam estranho um volume entre o motorista e o carona. Durante a abordagem, o réu tentou fuga, levando consigo um edredom que estava em sua posse.

Na perseguição, Geildo Ivo da Silva, na iminência de ser preso, efetuou quatro disparos de arma de fogo na direção de um policial, que teve o cinto tático alvejado por dois tiros de raspão e revidou ao ataque. O réu, porém, conseguiu fugir e a arma do crime não foi encontrada. Ele só foi preso preventivamente meses depois, em Rondônia.

A perícia concluiu que o cinto foi perfurado em dois locais por projétil de arma de fogo e as testemunhas foram unânimes em seus depoimentos ao informar que os primeiros disparos foram dados pelo réu, havendo reação policial somente depois.

Em plenário, o MP sustentou a tese lançada na denúncia, pedindo a condenação de Geildo Ivo da Silva, conforme as provas existentes nos autos. A defesa, por sua vez, propôs a tese de negativa de autoria, dizendo que não havia provas suficientes, que ele não portava arma, já que não foi encontrada no local, que a fuga se deu por estar embriagado e que a vítima era, na verdade, o próprio réu, por ter sido alvejado por um tiro na bacia.

Apesar desses argumentos, rebatidos pelo promotor de Justiça Thiago Marques Salomão, o réu foi condenado a mais de nove anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de tentativa de homicídio qualificado contra policial militar. Além disso, foi fixado o valor de 5 mil reais a título de indenização pelos danos causados à vítima.

Jaidesson Peres – Agência de Notícias do MPAC

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