Polícia pede mais prazo para concluir inquérito sobre explosão de barco que matou seis

05.08.2019 16:44 Por REDAÇÃO ONLINE

A Polícia Civil pediu mais tempo para concluir o inquérito sobre a explosão de barco que resultou na morte de seis pessoas em Cruzeiro do Sul.

O delegado responsável pelas investigações, Lindomar Ventura, disse que um pedido foi feito para que as investigações continuem.

“Pedimos essa prorrogação para que outras pessoas possam ser ouvidas e laudos sejam anexados no processo”, disse.

Ao menos 30 pessoas já foram ouvidas no processo mais ainda devem ser ouvidas até o final. Segundo o delegado, há indícios para indiciamentos de várias pessoas.

“Podemos adiantar que há elementos para responsabilizar pessoas, é claro, estamos falando de crimes culposos. Há indicativos de irresponsabilidades no transporte e abastecimento então deve-se responsabilizar os culpados”, afirmou.

Ventura ainda disse que a polícia ainda quer colher depoimentos de todas as vítimas sobreviventes da tragédia. “Queremos entregar com os depoimentos e tudo concluído para que a Justiça possa prevalecer”, concluiu.

O caso

No dia 7 de Junho, um barco que saia de Cruzeiros do Sul com destino ao município de Marechal Thaumaturgo, explodiu enquanto estava abastecendo galoneiras com gasolina, que seriam levadas para o município.

A embarcação transportava combustível e não era permitido o transporte de passageiros. No acidente, 18 pessoas ficaram feridas e 6 morreram em decorrência das queimaduras.

Vítimas

Simone Souza Rocha, de 24 anos, morreu na tarde do dia 9 de Junho após ter uma parada cardiorrespiratória, no Hospital do Juruá. Segundo os médicos, ela teve quase 100% do corpo queimado.

A segunda vítima foi Marluce Silva dos Santos, de 38 anos, que estava internada no Hospital do Juruá em estado gravíssimo e morreu na noite do dia 11 de Junho. Os rins pararam após ela não suportar passar pela hemodiálise.

No dia 15 de Junho, mais duas vítimas da explosão morreram Antônio José de Oliveira da Silva, de 33 anos, que morreu na manhã deste sábado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG).

Na tarde, a bebê de 7 meses que estava internada em Rio Branco morreu após duas paradas cardiorrespiratórias. A criança estava internada há cerca de 1 semana.

O trabalhador rural, Valdir Torquato da Silva, de 51 anos, morreu na madrugada do dia 27 de Junho no Hospital João Paulo XXIII em Belo Horizonte (MG).

A sexta vítima foi Jocicleia Ferreira Silva, 49 anos, a dona de casa teve morte encefálica em um hospital especializado em Goiânia.

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