Polícia prende duas pessoas em flagrante durante operação contra pornografia infantil no AC

22.11.2018 15:31 Por REDAÇÃO ONLINE

Duas pessoas foram presas em flagrante durante operação de combate a pornografia infantil  — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Duas pessoas foram presas em flagrante durante operação de combate a pornografia infantil — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Duas pessoas foram presas em flagrante por armazenamento de conteúdo pornográfico infantil após a Polícia Civil cumprir três mandados de busca e apreensão em Rio Branco. As prisões foram feitas na 3ª fase da Operação Luz na Infância que foi deflagrada nesta quinta-feira (22) em 18 estados do Brasil e também na Argentina.

A delegada Elenice Frez, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), relatou que foram apreendidos computadores, HDs externos e celulares na casa dos criminosos. Em buscas preliminares, foram achados vários vídeos e fotografias de crianças e adolescentes em cena de sexo explícito ou pornográficas.

“É muito triste fazer esse trabalho, mas, ao mesmo tempo, é satisfatório, pois se nós não fizermos esse trabalho o território vai ficar livre para quem é consumidor desse mercado. A operação visa mesmo é coibir, alertar de que isso é crime e é punido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e a pena é alta”, destacou a delegada.

Computadores, notebooks, HDs e celulares foram apreendidos nas casas dos criminosos — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Computadores, notebooks, HDs e celulares foram apreendidos nas casas dos criminosos — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Elenice explicou que ainda não ficou comprovado se o conteúdo também era compartilhado com outros criminosos. Porém, afirma que todo o material ainda vai passar por uma perícia mais aprofundada que pode achar indícios ou a materialidade da disponibilização desse conteúdo criminoso. Os donos dos materiais que continham o conteúdo devem ser encaminhados ao presídio ainda nesta quinta (22).

“O meio pelo qual eles trabalham que são as redes P2P, que é o programa que eles utilizam para baixar esse conteúdo, normalmente também tem esse compartilhamento. Mas, no momento das execuções dos mandados nós não encontramos arquivos na fila de upload”, explicou.

Delegada Elenice Frez e Alcino Júnior pediram que população denuncie os crimes para ajudar outras crianças  — Foto: Quésia Melo/G1

Delegada Elenice Frez e Alcino Júnior pediram que população denuncie os crimes para ajudar outras crianças — Foto: Quésia Melo/G1

Crianças tinham entre 3 e 11 anos

Ainda conforme Elenice, nos arquivos encontrados, é possível saber a idade das crianças e algumas tinham média de 3 a 11 anos.

“Ou seja, se você vasculhar o computador de uma pessoa que é dada à prática desse tipo de ilícito você vai encontrar todo e qualquer coisa que você imaginar, temos crianças de berço sendo abusadas sexualmente”, destacau a delegada.

O trabalho da operação contra a pornografia infantil é explicar que a prática é crime e deve ser coibida. Por isso, a delegada fala que toda a população deve se conscientizar e denunciar o crime.

“Precisamos fazer o papel de conscientizar a população de que essa conduta é criminosa, é nefasta e destrói a vida de crianças. Essas crianças que foram abusadas não vão crescer da maneira saudável que o ECA prevê que elas devam crescer, algumas delas têm a sua dignidade maculada ainda no berço”, lamentou.

Outro ponto que o delegado Alcino Júnior lembrou é que também é crime compartilhar esse conteúdo em aplicativos de mensagem como o WhatsApp. Quem receber qualquer conteúdo do tipo deve procurar a delegacia e denunciar.

“É importante frisar que somente o armazenamento desse conteúdo já é crime, o compartilhamento é crime e a soma dos dois dá uma pena muito alta. Ter acesso a esse material em qualquer dispositivo móvel é crime, se receber denuncie por onde está sendo feito esse encaminhamento e jamais compartilhe esse material”, ressaltou.

Delegado destacou que internet não é terra sem lei e que criminosos deixam rastro digital  — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Delegado destacou que internet não é terra sem lei e que criminosos deixam rastro digital — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Rastro digital

O delegado destacou ainda, que apesar de parecer clichê, é importante relembrar que a internet não é terra sem lei e que tudo que fazemos online deixam rastros digitais.

“Esse rastro digital acabou com a representação desses três mandados de busca. Cada arquivo tem uma espécie de RG e quem está cometendo esse crime uma hora ou outra vai ter uma visita da delegacia especializada e responder por isso. Cada arquivo que é baixado, que é repassado, nós temos como saber de qual computador saiu e para onde foi repassado”, afirma.

As denúncias podem ser feitas anonimamente pelos telefones 181 e Disque 100. A delegada Elenice destaca ainda que essas informações podem contribuir para que outras crianças e adolescentes não sejam vítimas da pornografia infantil.

“Essas crianças que encontramos nesses materiais já tiveram a sua infância destruída, mas o objetivo dessa operação é evitar que outras crianças sofram esse mesmo mal. Por isso, peço que denunciem, que se conscientizem de que isso é crime e tem punição”, pediu a delegada.

Operação Luz na Infância

A operação foi capitaneada pela Diretoria Nacional de Inteligência que envolveu 18 estados do Brasil e a Argentina em uma operação binacional. Mais de 730 gentes foram envolvidos na operação no país que tem mais de 110 alvos que foram objetos de busca e apreensão e também de alguns flagrantes.

Em Rio Branco, nessa terceira fase foram três alvos. Ao todo, contando com todas as fases da operação, o Acre já teve dez alvos envolvidos com pornografia infantil. A Polícia Civil atua no combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes e conta com o apoio do Departamento de Inteligência nas investigações em ambiente virtual, que necessita de uma investigação mais refinada e com o apoio do Laboratório de Crimes Cibernéticos (Ciberlab) da Diretoria de Inteligência Nacional.

Operação foi deflagrada nesta segunda (22) em 18 estados do Brasil e também na Argentina — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Operação foi deflagrada nesta segunda (22) em 18 estados do Brasil e também na Argentina — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Fonte: G1

Notícias Recomendadas

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site ou de seus editores.