Ufac apresenta à comunidade acadêmica novo cenário após anúncio de corte de R$ 15 milhões

07.05.2019 14:10 Por REDAÇÃO ONLINE

Cortes foram anunciados pelo governo federal no final de abril. Dentre os serviços afetados estão manutenção, luz, limpeza e segurança.

Por g1


Com corte do MEC, Ufac deve perder R$ 15 milhões e ter 2º semestre comprometido — Foto: Quésia Melo/Arquivo pessoal

Com corte do MEC, Ufac deve perder R$ 15 milhões e ter 2º semestre comprometido — Foto: Quésia Melo/Arquivo pessoal

O corte de repasses anunciado pelo governo federal foi pauta de uma reunião entre alunos, professores e técnicos da Universidade Federal do Acre (Ufac), nesta terça-feira (7). A reitoria voltou a afirmar que, caso o governo não volte atrás na decisão, o 2º semestre de 2019 vai ser comprometido.

“Caso não haja um recuo do governo federal, nós iremos sim inviabilizar o início do segundo semestre. A partir do momento em que corto os serviços de manutenção, luz, limpeza e segurança, eu não vou dar a estrutura para que os professores continuem dando aula, para que as pesquisas continuem”, afirmou a reitora da instituição, Guida Aquino.

No final do mês, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, explicou o motivo do bloqueio em uma entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”. Ele afirmou que “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia terão verbas reduzidas”.

Com isso, confirmou o corte de 30% em repasses para todas as universidades e institutos federais. Atualmente, a Ufac recebe R$ 44 milhões em verbas federais, tanto para custeio, como para capital. Com o corte no repasse, a instituição pode perder R$ 15 milhões.

A pró-reitora de pesquisa e pós-graduação, Margarida Lima Carvalho, falou das consequências dos cortes nas universidades. Segundo ela, o impacto é tanto para os professores, como para os alunos, além da comunidade em geral.

“As pesquisas são realizadas em laboratórios que sofrem manutenção todos os anos, os equipamentos têm que ser mantidos funcionando. Com o corte, essa manutenção não está mais disponível, então, alguns equipamentos já não estão mais funcionando e, por conta disso, algumas pesquisas vão começar a parar”, alertou Margarida.

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