Brasil confirma 426 casos de sarampo em 2019; números disparam em SP

17.07.2019 11:44 Por REDAÇÃO ONLINE

Em 40 dias, casos no estado de São Paulo aumentaram 586%. Foram 350 moradores infectados, número que representa 82% dos registros em todo o país. Dados são do Ministério da Saúde.

Por G1


Vacina do sarampo está disponível de graça pelo SUS — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

Vacina do sarampo está disponível de graça pelo SUS — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

O Ministério da Saúde confirmou 426 casos de sarampo em sete estados do Brasil. O novo boletim foi divulgado nesta quarta-feira (17). Outros 810 casos estão em investigação e 986 já foram descartados. São Paulo lidera o ranking com o maior número de infecções: representa 82% de todos os registros do país.

Os números da doença dispararam no estado de São Paulo. Desde o dia 7 de junho, quando havia 51 casos confirmados, ocorreu uma alta de 586%: o número passou para 350. A capital concentra a maior parte das infecções, com 273 pessoas. Em segundo lugar está Santos, com 21 registros.

No caso do estado de SP, a incidência é maior em crianças com menos de 1 ano: 4,7 por 100 mil habitantes. Isso acontece porque a vacina não é recomendada para essa faixa etária – pais e mães precisam conversar com o pediatra e ver a melhor solução para proteger o bebê.

Por isso, a campanha de imunização do governo paulista está direcionada para o grupo de 15 a 29 anos. Esse público é o segundo mais afetado, mas que poderia estar protegido com a vacina disponível pelo Sistema Único de Saúde.

Casos confirmados e taxa de incidência por faixa etária em São Paulo

Faixa etáriaNúmero de casos%Incidência/100 mil hab.
< 1 ano298,34,7
1 a 4 anos35101,6
5 a 9 anos205,70,7
10 a 14 anos2880,9
15 a 19 anos4312,31,3
20 a 29 anos11031,41,6
30 a 39 anos5916,90,8
40 a 49 anos185,10,3
> 50 anos82,30,1
TOTAL3501000,8

Fonte: Ministério da Saúde

Outros estados

Juntos, os outros seis estados brasileiros representam 18% dos casos do país. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Pará também estão com surto ativo para a doença – quando o número de casos é registrado numa velocidade maior que a média da região.

O Rio recebeu 61 notificações (suspeitas da doença), mas confirmou 11 (2,6%). Foram descartados 32, mas 18 seguem sendo investigados. Paraty foi a cidade que mais pessoas foram infectadas: foram 11, desde o início do ano. A capital teve apenas um registro.

O Pará teve 53 casos confirmados, sendo que foi notificado de 144 suspeitas. A capital, Belém, não apresentou infecções. Ainda falta investigar outros seis casos, sendo que 85 já foram descartados. A maior taxa de incidência também está entre as pessoas de 15 a 29 anos.

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