PM mata mulher a tiros e depois se suicida no DF

07.08.2018 15:04 Por REDAÇÃO ONLINE

Policial chamou vítima no portão e atirou; casal tinha dois filhos, de 7 e 11 anos. Foi o 3º feminicídio no DF em menos de 2 dias.

Policial militar Epaminondas Silva Santos é suspeito de assassinar ex-mulher e se matar em seguida (Foto: Reprodução)

Policial militar Epaminondas Silva Santos é suspeito de assassinar ex-mulher e se matar em seguida (Foto: Reprodução)

O policial militar Epaminondas Silva Santos assassinou a tiros a mulher Adriana Castro Rosa Santos, de 40 anos, na manhã desta terça-feira (7), na região do Riacho Fundo II, no Distrito Federal. O crime ocorreu por volta das 10h, no dia em que a Lei Maria da Penha completa 12 anos.

Segundo a polícia, Santos chegou ao local em uma motocicleta, chamou a mulher no portão e, quando ela saiu, atirou. Em seguida, o PM se suicidou. O casal tinha dois filhos, um menino de 11 anos e uma menina, de 7.

Esse foi o terceiro caso de feminicídio registrado pela Polícia Civil do DF em menos de dois dias. Até a publicação desta reportagem, a polícia ainda não sabia informar a motivação do crime. Epaminondas Silva Santos trabalhava no 8º Batalhão da PM, em Ceilândia Norte.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que “lamenta imensamente o fato”. “O trabalho diário dos policiais militares nas ruas do DF visa, entre outras coisas, evitar esse tipo de crime. A PMDF se solidariza com os familiares e está a disposição para auxiliar no que for necessário”, apontou o comunicado.

Outros casos

Carla Graziele Rodrigues Zandoná, que morreu ao cair de apartamento (Foto: Reprodução/TV Globo)

Carla Graziele Rodrigues Zandoná, que morreu ao cair de apartamento (Foto: Reprodução/TV Globo)

Na noite de segunda-feira (6), um morador da Asa Sul foi preso por suspeita de ter jogado a mulher da janela do apartamento, no terceiro andar de um prédio da quadra 415. Carla Graziele Rodrigues Zandoná, de 37 anos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimento e morreu no hospital.

No domingo, um taxista matou a mulher na garagem de casa, na quadra 405 do Recanto das Emas. Edilson Januário de Souto, de 61 anos, fugiu logo depois. As investigações apontam que ele passou o dia bebendo. Até a manhã desta terça-feira, o homem não havia sido localizado.

Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha tornou crime a violência doméstica e familiar contra a mulher em 7 de agosto de 2006. O nome foi dado em homenagem à farmacêutica Maria da Penha Fernandes.

Em 1982, o marido de Maria tentou assassiná-la duas vezes. Na primeira, ela levou um tiro nas costas e ficou paralítica.

Apesar do crime, o julgamento contra o ex-marido transcorreu lentamente. Em 1998, a farmacêutica denunciou o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O Brasil foi condenado e, a partir disso, seguiu a recomendação da Corte para criar uma legislação destinada à prevenção e punição da violência doméstica.

Fonte: G1

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