Realengo, Janaúba e outros: episódios de ataques em escolas no Brasil

13.03.2019 13:14 Por REDAÇÃO ONLINE

Tiroteio em Suzano (SP) deixou mortos nesta quarta-feira (13). Crimes similares aconteceram em 2018, 2017, 2012, 2011, 2003 e 2002.

Por G1


Estudantes se abraçam após ataque a escola de Suzano — Foto: Maiara Barbosa/G1

Estudantes se abraçam após ataque a escola de Suzano — Foto: Maiara Barbosa/G1

O ataque a tiros desta quarta-feira (13) na Escola Estadual Raul Brasil, de Suzano (SP), não é único na história do país. Considerado um problema crescente nos Estados Unidos, esse tipo de crime já aconteceu pelo menos outras oito vezes no Brasil.

Dois criminosos encapuzados mataram ao menos 10 pessoas dentro da instituição em Suzano. Eles cometeram suicídio em seguida, segundo a polícia. Cinco das vítimas eram estudantes, outra era funcionário da escola. Os assassinos e as vítimas ainda não foram identificados.

Vídeo mostra desespero de alunos durante tiroteio em Suzano, SP

Vídeo mostra desespero de alunos durante tiroteio em Suzano, SP

O massacre é o maior já registrado em São Paulo. No Rio, em abril de 2011, onze crianças morreram e 13 ficaram feridas quando um homem de 23 anos atirou contra salas de aula lotadas em uma escola do bairro de Realengo.

Após o episódio, o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que as medidas de segurança em escolas do estado seriam avaliadas (relembre abaixo outros ataques em escolas do Brasil).

Medianeira (2018)

Aluno entra armado e atira em colegas em colégio no ParanáG1 PR–:–/–:–

Aluno entra armado e atira em colegas em colégio no Paraná

Aluno entra armado e atira em colegas em colégio no Paraná

O episódio mais recente aconteceu em setembro do ano passado, no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no oeste do Paraná, a 60 km de Foz do Iguaçu.

Um adolescente de 15 anos entrou armado e atirou contra colegas de classe. Dois alunos, um de 15 e outro de 18 anos, ficaram feridos.

Dois adolescentes foram apreendidos. Um deles disse à polícia que sofria bullying na escola e tinha como alvos ao menos nove colegas. Ele contou que saiu de casa decidido a praticar o ataque, planejado por dois meses.

Janaúba (2017)

Segurança de creche ateia fogo em crianças e depois no próprio corpo em MG

Segurança de creche ateia fogo em crianças e depois no próprio corpo em MG

Oito crianças e uma professora morreram após um segurança colocar fogo em uma creche em Janaúba, no Norte de Minas Gerais, em outubro de 2017.

O vigia do Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente jogou álcool em crianças e nele mesmo. Em seguida, ateou fogo. No horário havia 75 crianças e 17 funcionários na escola.

 Interior da creche de Janaúba que foi incendiada nesta quinta (5)   — Foto: Natália Jael/Inter TV Grande Minas

Interior da creche de Janaúba que foi incendiada nesta quinta (5) — Foto: Natália Jael/Inter TV Grande Minas

O agressor, Damião Soares dos Santos, de 50 anos, chegou a ser internado, mas morreu horas depois. Ele era funcionário do lugar desde 2008 e estava de licença médica. No dia do ataque, disse que iria à creche para entregar um atestado médico.

Goiânia (2017)

Aluno é suspeito de matar duas pessoas dentro de uma escola particular em Goiânia

Aluno é suspeito de matar duas pessoas dentro de uma escola particular em Goiânia

Um estudante de 14 anos atirou dentro do Colégio Goyases, escola particular de ensino infantil e fundamental, em Goiânia. Dois estudantes morreram e outros quatro ficaram feridos. O caso aconteceu em outubro de 2017.

Testemunhas relataram que o autor do ataque, filho de policiais militares, estava dentro da sala de aula e, no intervalo, tirou da mochila uma pistola e efetuou os disparos. Em seguida, quando ele se preparava para recarregar o revólver, foi convencido pela coordenadora a travar a arma.

Mulher é consolada na frente do Colégio Goyases, em Goiânia, onde aluno abriu fogo contra colegas em sala de aula — Foto: Cristiano Borges/O Popular/Estadão Conteúdo

Mulher é consolada na frente do Colégio Goyases, em Goiânia, onde aluno abriu fogo contra colegas em sala de aula — Foto: Cristiano Borges/O Popular/Estadão Conteúdo

O garoto foi apreendido. Nesse caso, a polícia também citou bullying como possível motivação do ataque.

João Pessoa (2012)

Dois adolescentes, de 16 e 13 anos, foram apreendidos após um tiroteio na escola estadual Enéas Carvalho no Centro de Santa Rita, na Grande João Pessoa, em abril de 2012. Um deles fez seis disparos, ferindo três alunos.

De acordo com a polícia, o alvo da dupla era um adolescente de 15 anos. As outras duas vítimas foram atingidas por estarem próximas ao garoto.

São Caetano do Sul (2011)

Um aluno de dez anos atirou contra uma professora na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (SP). em setembro de 2011. Em seguida, ele atirou contra a própria cabeça e morreu no hospital.

O estudante, filho de um guarda-civil municipal, usou um revólver calibre 38 no ataque. A professora, de 38 anos, sobreviveu.

Realengo, Rio de Janeiro (2011)

Turma 1901 comenta massacre em Realengo

Turma 1901 comenta massacre em Realengo

Um homem de 23 anos atirou contra alunos em salas de aula lotadas na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, Zona Oeste do Rio. O crime aconteceu em abril de 2011.

Onze crianças morreram e 13 ficaram feridas, todas com idades entre 12 e 14 anos. O atirador, Wellington Menezes de Oliveira, usou dois revólveres, que chegou a recarregar várias vezes. Em seguida, ele foi atingido por um policial e se suicidou.

Wellington era ex-aluno da instituição. Segundo testemunhas, ele entrou no colégio dizendo que faria uma palestra. Antes do crime, o autor do ataque deixou uma carta com informações desconexas, em que manifestava a determinação de se suicidar depois da tragédia.

Imagem do autor do massacre, Wellington Menezes de Oliveira, e trecho da carta que ele deixou antecipando sua morte. — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagem do autor do massacre, Wellington Menezes de Oliveira, e trecho da carta que ele deixou antecipando sua morte. — Foto: Reprodução/TV Globo

Taiúva (2003)

Um ex-aluno também foi responsável pelo ataque a tiros à Escola Estadual Coronel Benedito Ortiz, em Taiúva (SP), em janeiro de 2003. Cinco alunos, o caseiro, a zeladora e uma professora da instituição ficaram feridos.

Um dos estudantes, atingido por um tiro na coluna, ficou paraplégico. Não houve vítimas fatais.

O atirador, Edmar Aparecido Freitas, tinha 18 anos na época do crime. Ele invadiu o local armado com um revólver calibre 38 e um punhal, fez os disparos e se suicidou em seguida. Segundo a polícia, o jovem era vítima de bullying escolar.

Salvador (2002)

Em 2002, um aluno de 17 anos matou a tiros duas colegas da escola particular Sigma, do bairro de Jaguaribe, em Salvador. O adolescente atirou contra as duas dentro de uma sala de aula. Em seguida, se entregou à polícia ainda dentro da escola.

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