Ambulift x Cadeira de transbordo

21.04.2017 9:34 Por Vanísia Nery

 

Além de proporcionar espairecer e apaziguar os ânimos, uma viagem sempre nos faz um contador de histórias. Por conta disso e também por sentir a necessidade de trazer novos relatos de experiências para os leitores assíduos desta Coluna viajei por um período bem breve para a capital do estado e retornei do jeito que eu queria: abarrotada de informações.

O motivo da minha ida até Rio Branco ficará para próxima postagem, porque agora vou expor as significações do ambulift e da cadeira de transbordo, dois equipamentos que facilitam o embarque e desembarque aéreo de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

O ambulift é um veículo adaptado com uma plataforma elevatória que auxilia sem nenhum transtorno retirar e colocar a cadeira de rodas no avião. Além de seguir as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), ele é muito mais seguro e confortável, por isso, encontrá-lo e utilizá-lo é um sonho para aqueles que usam cadeira de rodas e querem viajar o mundo. Porém, pouquíssimos aeroportos oferecem tal conforto e facilidade aos que necessitam. A maioria, inclusive o daqui e o de Rio Branco optam por uma cadeira de transbordo, que para eles é bem mais viável economicamente. No entanto, tirando o proveito de que essa cadeira foi projetada para escalar escadas o campo de aviação adotou-a para realizar esse tipo de assistência ao passageiro que tenha dificuldade em sua locomoção.

Como já utilizei os dois falo convicta que o ambulift nos passa realmente uma segurança bem mais confiável do que a cadeira de transbordo, da qual se usa no Acre. Pois, mesmo os operadores aéreos tendo uma atenção redobrada na hora de subir e descer as escadarias ainda possuímos um certo temor da cadeira tombar ou virar enquanto se movimenta.

No mais, apesar de quase sempre sermos os primeiros a embarcar e os últimos a desembarcar para não atrapalharmos o tráfego dos demais passageiros, uma vez ou outra alguns decidem esperar a gente se acomodar na poltrona para poder entrar. Não é por nada, mas quando isso acontece me sinto mal, pois vejo a cara das pessoas e leio através dos seus olhos o quanto é enfadonho aguardar um cadeirante se sentar dentro da aeronave para elas fazerem o mesmo. Me sinto mal por alguns momentos, porque depois quando lembro que são essas mesmas pessoas que dificultam a minha movimentação nas ruas e nos lagares da cidade eu só falto pular de felicidade por finalmente conseguir dar o troco enquanto estou me direcionando ao meu assento.

Por Rita Andrade

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