Coluna Uma Cadeirante Feliz: Paralímpiadas Universitárias

03.08.2017 19:33 Por Redação Juruá Online

Para mim, as coisas boas e ruins têm o mesmo peso na balança. Só cabe a cada um continuar se martirizando com os assaltos, as mortes ou querer se voltar para o viés positivo da humanidade. Não que eu não me preocupe com os absurdos que andam assustando o mundo. Me preocupo sim! Mas, procuro mentalizar e ter fé somente no que nos mantêm esperançosos em uma realidade melhor. Por isso, hoje trago até vocês uma atitude que de fato me renovou em esperança: as Paralímpiadas Universitárias.

As Paralímpiadas Universitárias é uma competição multiesportiva, ou seja, um conjunto que engloba vários esportes e que tem como intuito estimular os estudantes com deficiência física, visual e intelectual de todas as Universidades públicas e particulares do território brasileiro a não abandonarem as atividades esportivas.

Tanto a primeira quanto a segunda edição aconteceram em São Paulo, na sede do Centro de Treinamento Paralímpico. Este ano, a 2ª produção do evento teve até o reconhecimento de Geraldo Alckmin e chegou a reunir 200 atletas que deram um show em diferentes idades, raças e credos. Envolveram-se 21 estados em seis modalidades: tênis de mesa, bocha, natação, judô, atletismo e parabadminton. O número expressivo de participantes em 2017 alegrou muito os organizadores, os quais desejam intensamente que a cada ano haja um grande acréscimo de competidores.

Eu tinha me inscrito nessa segunda edição e o Comitê Paralímpico Brasileiro me aceitado com sucesso, porém, como a Universidade Federal do Acre não cumpriu com a sua responsabilidade em relação ao evento não fui. Para uma paratleta do meu nível não poder participar de uma competição dessa proporção é frustrante. É lamentável e de cortar o coração a tua Universidade não se esforçar como você se esforça para ser incluído em todos os aspectos inclusivos que estão sendo desenvolvidos Brasil e mundo afora.

É claro que poderia ter pedido passagens a outras pessoas, mas achei um tanto bizarro. Porque não iria representar a pessoa que me comprasse os bilhetes aéreos, eu estaria levando o nome da instituição que estudo, então querendo ou não esse dever só compete a Universidade Federal do Acre.

Me disseram que a Universidade não tinha dinheiro para isso, mas sou convicta que se há as Paralímpiadas Universitárias, todas as Instituições de Ensino Superior recebem recursos destinados para arcar com tais despesas, basta partir da consciência de cada uma valorizar ou não os seus estudantes paralímpicos. Portanto, eu espero do fundo do coração que os que estão à frente da gestão de minha Universidade se eduquem em relação a isso, promovam maiores condições para nos aproximar cada vez mais do esporte adaptado. Quero que nos deem um único voto de confiança como dão para os outros times que compõem a (UFAC). É lógico que eu tenho que superar os meus limites, mas a Universidade também tem que se superar e crescer mentalmente, pois só assim passará a enxergar que o parabadminton, a bocha e todos os demais necessitam da mesma atenção do que qualquer outro esporte que não seja adaptado.

Por: Ritinha

Recomendado

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site ou de seus editores.