Dia Nacional da Pessoa com Deficiência

26.09.2017 8:02 Por Redação Juruá Online

            Desde 1982, o dia 21 de setembro se tornou um tanto atraente para os estados brasileiros e, em contraponto, é também muito significativo para as pessoas com algum tipo de deficiência. Essa data surgiu com o intuito de mostrar o quanto é substancial se pensar e prestar ajuda para que os diversos meios inclusivos reinem no mundo. Esse dia, no entanto, de forma inteligentíssima foi escolhido para ser celebrado próximo à primavera, porque assim metaforicamente pode comparar-se ao renascimento e renovação da vida, que é a rotina das flores durante esta estação.

É claro que eu poderia perfeitamente ter escrito esse post antes para ser publicado no dia 21, mas resolvi que não. Queria ver e ler a enxurrada de mensagens, conscientizações e falatórios que surgiria. E realmente, de canto a canto do Brasil tiveram muitos, como já era de se esperar. Eu fui acompanhando aquilo atentamente e rapaz, o quão é impressionante a bonita fala de seres pensantes quando o assunto se volta para os mecanismos que geram a inclusão social. Parece até que se dependesse exclusivamente deles a coisa seria diferente. Porém, meus caros não se iludam. Lamentavelmente muitos dos que dizem nos defender, devido várias circunstâncias do dia a dia acabam sendo os primeiros a traírem suas lindas falas e a desrespeitarem os nossos direitos.

            Entretanto, no meio dessa contradição se alguém chegasse e fizesse a seguinte pergunta: “Rita, por que existe o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência?” Com plena convicção, eu responderia: “Por causa da mísera mentalidade que a sociedade possui. A gente luta por direitos sim, mas as únicas culpadas disso são as próprias pessoas. São os seus pensamentos preconceituosos e muitas vezes suas formas ignorantes de lidar com situações inclusivas que nos põem à margem do meio social.”

            E, agora que eu expus minha opinião sobre essa tal celebração peço que todos os que estão lendo perguntem para si mesmo: Será que só tenho um discurso bonito sobre a inclusão e acessibilidade na frente das câmeras e quando é conveniente? E será que eu lembro todos os dias ou apenas uma vez por ano que de certa maneira as pessoas com deficiência dependem da minha boa vontade para serem inclusas na sociedade?

            Bom… essas perguntas não me cabem responder, as repostas têm que partir de vocês da maneira mais sincera possível e se por acaso quiserem compartilhar comigo sou todos ouvidos. Sobre o resto, posso pedir uma coisa e ter certeza de outra: a 1ª rezo para que seus raciocínios se renovem como as flores da primavera; e a 2ª digo firmemente que nós respiramos, precisamos de ajuda e compreensão dos nossos semelhantes TODOS OS DIAS. E, por mais que o Brasil seja difícil de se educar nesse sentido, nós que possuímos uma deficiência estamos sempre de braços para ensinar quem quer que seja a erguer uma bandeira de amor a qualquer hora. Porque é só o amor por nossos irmãos divinos que nos fazem mudar e impor junto com eles um lugar arquitetado para cada um tipo de gente.

Por Rita Andrade

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