Encorajando inovações

29.04.2019 11:21 Por REDAÇÃO ONLINE

        Às vezes, apenas carecemos de uma chance para termos a oportunidade de ser o caminho… O caminho da coragem. O caminho da expansão. E o caminho das inovações. Porém, para conseguirmos ser os dois últimos caminhos precisamos entender detalhadamente o primeiro que é o da coragem. É ele que nos faz ir além, ver e seguir um horizonte que quase ninguém acredita. E eu sou assim! Confio nos meus maiores ideais e simplesmente persisto em conquistá-los.

       Com a bocha foi mais ou menos isso. Há uns cinco, seis anos fui apresentada para essa modalidade paralímpica e desde então, cresceu em mim a coragem de ser uma atleta. Nos primeiros meses, tudo foi um mar de rosas. Depois, vieram as dificuldades, a falta de apoio e por isso, por alguns anos fiquei inativa na área. Mas em 2017, através do incentivo e imensa ajuda do professor Núbio, equipe da Delegação Acreana de Bocha, Gazin e a Prefeitura de Cruzeiro do Sul eu retornei a essa batalha. Com os tais apoios se tornou um pouco mais fácil, porém, não menos complicado. Mas, ainda sim, conseguia bons resultados. No tempo seguinte, eu continuei tendo o importante auxílio da Prefeitura da cidade e comecei a ser ajudada pela Associação Paradesportiva Acreana e a equipe F10 Fenômeno Academia em parceria com o professor Onassis e a Escola Craveiro Costa. No entanto, na medida em que me desenvolvia positivamente dentro da bocha, eu e todos os que me ajudava conseguíamos fazer com que várias pessoas conhecessem a modalidade. Além disso, inserimos e motivamos outros cadeirantes a praticar esse esporte adaptado e, em virtude desse trabalho incrível, chamamos ainda mais a atenção do Prefeito Ilderlei Cordeiro.

           E agora, portanto, com toda essa atenção do Ilderlei voltada para o movimento paralímpico (bocha, atletismo, etc.) ele acabou encorajando inovações para essa área ir de vento em popa. Ou seja, no nosso último encontro ele lançou um desafio para mim e a Keite (a moça que a partir de agora vai me acompanhar nos treinos e competições dentro e fora do Estado). Esse desafio consiste inicialmente em oferecer no CIE aulas de bocha paralímpica e convencional para a população com autismo e deficiência auditiva. Ah, como foi bom ouvir essa notícia! Vejo isso como uma atitude muito feliz sugerida por parte do Prefeito.

Eu sempre quis que as modalidades paralímpicas crescessem aqui na cidade e agora, enfim, vai. Então eu parabenizo o Ilderlei e toda a sua gestão. Agradeço e parabenizo também a todos os que estão comigo nessa batalha (família, Clínica Vitalle, F10, APA, Onassis e Keite). E ainda arrisco dizer que com a equipe que se Deus quiser formaremos vamos ir além e abrir outras turmas com outras deficiências e modalidades.

Por: Ritinha Andrade

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