Equoterapia: o trote que trata

02.07.2018 14:59 Por REDAÇÃO ONLINE

            Dizem mundialmente que o cachorro é o melhor amigo do homem. Mas, ao retornar de minha última viagem realizando uma breve permanência na capital do Acre eu realmente tive lá as minhas dúvidas. Essa incerteza veio à tona quando desfrutei da privilegiada oportunidade de conhecer e montar no Pitiço, um cavalo muito dócil que habita no Rancho Porta do Céu em Rio Branco e que frequentemente é instruído a se doar para a Equoterapia, uma estratégia terapêutica e educacional que contribui na reabilitação de crianças, adolescentes, adultos e idosos que têm deficiências variadas e/ou necessidades especiais.

A Equoterapia desenvolve o corpo e a mente. Nesse sentido, ela promove o crescimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. Além do mais, a interação com o cavalo, inserindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final potencializam, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.

No entanto, dentro desse método os cavalos dominam vários tipos de andamentos, os quais se classificam de acordo com velocidade baixa, média e alta. Contudo, há ainda os movimentos naturais e artificiais. Os naturais (passo, trote e galope) são executados por todos os cavalos independente da raça ou função e os artificiais (marchas: batidas, picadas e trotadas) são os que foram adquiridos na hora do adestramento. Apesar do trote ser conhecido como o que trata, a equipe que naquele dia era composta pela Shirlei, Rafael e Diego me pôs para experimentar um pouco da Equoterapia com o passo, que além de ser um dos processos instintivos do Pitiço, é aquele de baixa velocidade em que o cavalo nunca perde o contato com o solo. Ah! Mas antes de montá-lo, eu fui aconselhada a me aproximar, fazer um carinho e até alimentar ele. Essa primeira aproximação é essencial, pois ajuda a nos conectar e sentir a energia um do outro. Confesso que inicialmente eu estava morrendo de medo. “Vai que de repente sou surpreendida por um coice”. Dizia assim minha mente. (Kkk). Estou rindo, mas é sério! Entretanto, tudo se seguiu de forma tranquila.

Toda a equipe foi de um cuidado, de uma atenção… e eu equilibradíssima aproveitei que estava em boas mãos para sentir. Sentir a sensação do andado humano, sentir a emoção de estar andando sem dificuldades, sem precisar de ninguém me segurando porque as pernas não suportam o meu corpo. Ah! Foi uma experiência e tanto sim! Quem dera que os comerciantes, os empresários cruzeirenses investissem nesse benefício que mexe e remexe com os sentimentos de quem só tem a oportunidade de andar, desenvolver o psicológico e impulsionar sua coordenação motora através da Equoterapia.

  Por: Ritinha Andrade

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