grandes pOrÉm PEQUENOS

11.08.2018 19:08 Por REDAÇÃO ONLINE

grandes pOrÉm PEQUENOS

Convivemos com grandes homens, grandes pensamentos, grandes ideais e grandes ideias, porém, todo esse que é grande acaba morrendo dentro de uma sociedade de mente minúscula e apática. Acho que a questão de sermos livres em essência é o que nos deixa fraco e o que nos arremessa para a extremidade do poço da ignorância, porque quando toda essa liberdade de fazer o que bem quer cai nas mãos de gente muito PEQUENA, que pensa que é gigante o mundo vira um rebuliço catastrófico. No entanto, se essas pessoas se preocupassem em usar de maneira útil os seus mirabolantes cérebros decerto perceberiam que não há nenhuma precisão de machucar com os pés os direitos de outras pessoas para conseguirem andar na linha de suas escolhas.

Contudo, por causa da minha dificuldade na dicção e também por não está afim de gastar meus esforços não gosto de falar sobre atitudes repugnantes, só que, com todo o prazer do mundo eu escrevo. Escrevo e de alguma forma busco tocar no interior da sociedade para provocar uma revolução benevolente em que todos possam se beneficiarem com o resultado. Mas, mesmo que eu consiga realizar tal proeza essa revolução lamentavelmente não resiste por muito tempo, ainda mais quando milhões de pessoas fingem não saber o que é ser educado e gentil. Sendo assim, com base na concepção do início, eu observei uma situação dias e dias e vendo que não mudava, construí uma historinha formada em uma só frase para vocês:

“Era uma vez, uma moça que usava cadeira de rodas, a qual tinha que esperar todos entrarem no ônibus para ela FINALMENTE entrar.”

Essa história é verídica e além de estar presente em vários lugares do Brasil bem como do mundo, acontece comigo todos os dias durante alguns minutos. Pois, há algumas semanas para seguir no caminho de uma graduação eu comecei a andar de ônibus coletivo e passei a ser vítima assídua da falta de educação e gentileza vinda dos jovens e adultos que se formam exatamente para EDUCAR e DEFENDER LEIS. Dá vontade até de rir sem fim, porque cômico é, mas depois me bate uma náusea profunda em ter a convicção que o futuro será dominado por pessoas, que embora sejam diplomadas em EDUCAR e DEFENDER ORDENS não sabem respeitar uma mera preferência nem fazer a cortesia de ajudar os que necessitam de auxílio para chegar até a porta e ocupar um assento no veículo.

Todavia, por mais que a cadeira de rodas me deixe menor e quase sempre invisível aos olhos humanos eu sou igual a todos, mas com uma mente grande e gentil. E por isso, mesmo a par de que é meu direito entrar primeiro dentro ônibus, prefiro deixar a minha gentileza falar mais alto e assim, não me importo em ter que aguardar para ser a última a me acomodar, já que dou preferência a quem de fato não precisa. Mas, quanto as suas respectivas éticas eu só tenho a ficar muito triste, porque toda vez que alguém pratica o ato de avançar loucamente na minha ou na frente de tantos outros apesar de não reparar, de certa maneira está se diminuindo por livre e espontânea escolha. E aí, se cada um dos que ocupam a terra não tiver a coragem de mudar o que depende apenas da sua consciência nunca viveremos em um espaço melhor, sem contar que chegará uma hora que ficaremos tão mais tão pequenos que desapareceremos e seremos esquecidos pelo mundo por inteiro, pois não conseguimos nos tornamos grandes de VERDADE.

Por: Ritinha Andrade

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