Quando os olhos ou domínios motores faltam

25.10.2017 15:28 Por Redação Juruá Online

            Nos últimos dias, uma coisa que me prendeu muito a atenção foi uma feira realizada em São Paulo que trouxe as mais contemporâneas inovações tecnológicas para o público que tem deficiências. O evento atraiu diversos seguimentos da sociedade paulistana e reafirmou o quão a tecnologia pode trabalhar a favor da inclusão social e do nosso bem-estar.

Sabe aquela vontade de se jogar de cabeça em um mundo e nunca mais sair? Pois é, essa é a minha vontade quando eu me deparo com essas sublimes invenções.

Apesar de tais equipamentos me encherem os olhos, eu fico muito consternada em ver somente uma pequena quantidade da população usufruindo destes. Ah! Se eu tivesse uma boa aquisição financeira, eu investiria, compraria e, sem nenhuma pena distribuiria essas divinas engenhocas para quem necessita. Porque minha gente, dinheiro ninguém leva depois que “bate as botas”. Dinheiro é para ajudar e fazer o bem na vida de pessoas, que muitas vezes se encontram num beco sem saída quando os seus olhos e domínios motores lhes faltam.

Eu, por exemplo se não tivesse um notebook não conseguiria escrever para vocês. O meu blog, essa coluna não iria sequer sonhar em dar o ar da graça. Sem contar que, o meu sonho de se transformar em uma escritora de nome lamentavelmente morreria em vida.

Mas… e se eu fosse parcialmente cega e mesmo assim quisesse ver o que se localiza à minha frente ou então, se não tivesse conseguido me adaptar a dominar as teclas de um notebook com intimidade?

Quanto a isso, a tecnologia está num padrão bem elevado mesmo. Tanto é que nessa feira paulistana foi colocado à amostra dois irresistíveis óculos. Um tem acoplada na armação uma microcâmara que auxilia uma pessoa que tem uma visão muito baixa a identificar o que está escrito numa placa, ela ler livros e permite também cadastrar rostos de pessoas para quando alguém que utiliza o instrumento possa assim que lançar o olhar saber o nome delas. Já o outro vem por meio do piscar dos olhos ou através de um movimento simples como apertar facilitar a digitação de quem não controla sua coordenação motora.

Entretanto, é justamente nesse mundo da tecnologia assistiva (TA) que eu e milhares esperamos nos afundar. De mãos dadas com esses fascinantes produtos, que muitas vezes são fabricados para uma condição específica queremos ainda aprisionar nossas limitações com correntes e libertar as nossas interiores forças do querer.

Por: Rita Andrade

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