Depois de nós

18.07.2019 14:03 Por REDAÇÃO ONLINE

            Depois de erguer um dos meus melhores sonhos e ser inteira em cada coisa desses quatro anos que fui universitária é hora de trilhar com mais maturidade um novo caminho mesmo que eu já tenha feito uma longa caminhada.

            Muitos me perguntam o que vou fazer depois que terminei a faculdade e eu sempre respondo que por um bom tempo quero passar bem longe da sala de aula (rs). Eu, definitivamente não me formei para lecionar. Pelo menos no Brasil não! Porque, o sistema educacional brasileiro é precário em milhões de aspectos e desanima qualquer um que esteja na condição de professor. Sendo assim, se um dia eu for exercer a minha magnífica profissão sonho que seja em um país que receba a devida valorização. Por outro lado, tenho muita vontade de voltar a estudar e fazer na área de educação inclusiva todas as etapas que existem após uma graduação, porém, ao lembrar que novamente vou ficar me desgastando na luta por coisas tão óbvias e essenciais prefiro deixar quieto.

            É claro que eu poderia formar outras diversas guerras para conseguir isso, mas estou cansada. Minha família e amigos também estão! Vocês não sabem e muito menos sentiram na pele o quão foi estressante e dificultoso conseguir concluir os meus estudos. A verdade é que a sociedade admira, acha um exemplo extraordinário e muito bonitinho ver pessoas com qualquer tipo de deficiência crescendo através da educação, mas na hora de dar condições para elas estudarem é um real “Deus nos acuda”. Entretanto, a opção de continuar estudando à distância muito me anima e atrai, mas para isso preciso fazer mais milagre do que já faço com o que ganho da Previdência para poder custear. Portanto, em virtude dessas questões, abandonei os estudos no momento.

            Contudo, essa trégua nos estudos me possibilita ser bem mais dedicada para diversas atividades: bocha, fisioterapia, terapia ocupacional, o livro que estou escrevendo e outros papéis que exerço dentro de Cruzeiro do Sul. Isso não são coisas menos complexas, mas pelo menos se encontram mais próximas do meu alcance. E, se pensarmos bem uso a minha formação acadêmica para a finalidade que eu sempre quis, a qual é aprimorar cada vez mais a minha comunicação através da escrita. Então, tudo nessa minha nova rotina é muito gratificante e me faz feliz. Às vezes, quando terminamos um ciclo é melhor renovarmos nossas forças nos horizontes que são mais possíveis para depois buscarmos oxigênio em horizontes maiores e mais ousados.

Por: Ritinha Andrade

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