Empréstimo de R$ 15,5 milhões deixaria dívida para três futuras administrações

07.07.2019 10:25 Por videos

Está nas mãos dos vereadores de Cruzeiro do Sul, a decisão de aprovar um empréstimo de R$ 15,5 milhões pretendido pelo prefeito Ilderlei Cordeiro, junto à Caixa Econômica Federal. A operação de crédito coloca como garantias irrevogáveis as principais receitas do município, entre elas, as parcelas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A dívida começaria a ser quitada pela próxima administração e seria concluída em 2029 numa terceira gestão.

O Projeto de Lei 006/2019 foi enviado à Câmera de Vereadores para ser votado durante o recesso parlamentar e o pedido do prefeito é que seja apreciado em ‘regime de urgência urgentíssima’. A votação ocorreria na sexta-feira (6), mas alguns vereadores querem mais explicações, com isso, a sessão extraordinária foi adiada para esta segunda-feira às 9h da manhã.

O dinheiro segundo o projeto seria investido em 100 quilômetros de pavimentação e recuperação de ruas com serviço de drenagem. A primeira parcela cairia nas contas do município já no mês de agosto R$ 5,5 milhões, mais R$ 5 milhões em novembro e o restante em fevereiro do próximo ano. O empréstimo tem uma carência de dois anos, só começaria a ser quitado pela próxima administração e concluído em meados de 2029.

O valor da parcela sem juros é superior a R$ 160 mil. A falta de informações como as taxas de juros e as ruas que seriam beneficiadas tem sido motivo de resistência e questionamento até mesmo de vereadores de situação.

O vereador Amauri Barbosa (MDB) que faz oposição ao prefeito, diz que a principal preocupação é com o comprometimento das contas públicas e o pagamento de servidores. “Os valores dos repasses do FPM variam e as vezes não é suficiente para realizar o pagamento dos servidores, esse empréstimo pode comprometer as contas. O projeto também autoriza outras operações para quitar essa dívida caso o município não consiga cumprir, ou seja, fazer empréstimo para pagar empréstimo, o que seria algo muito ruim”, avalia o parlamentar.

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