Mantenha o seu espírito de luta

25.03.2019 13:03 Por REDAÇÃO ONLINE

            Quando aprendemos a nos enxergar como a nossa primeira motivação, todas as coisas fluem. Todas as coisas têm êxito no percurso que Deus traçou para cada um de nós. E isso, de certa maneira faz com que o tempo todo mantenhamos nosso espírito motivado pela luta do querer.

Nessa perspectiva, consigo afirmar que o meu espírito de luta sempre esteve bem vivo e atuante diante dos obstáculos. Às vezes, ele só tem a força reduzida, mas nunca morre por inteiro. Porque, eu tenho fé e pessoas a fortalecendo quando tudo parece que não vai se concretizar.

            No entanto, foi me segurando nessa fé e fortalecimento vindo da família, dos amigos e de Deus que eu mantive o meu espírito de luta e conclui minha faculdade de Letras. Sim! Eu vou formar. E como uma das MELHORES ALUNAS da classe. Friso isso, porque metade de Cruzeiro do Sul acompanhou por meio de matérias e textos 90% das dificuldades que tive para cursar o Ensino Superior. E, ainda sim, apesar de tudo ninguém nunca chegou a anunciar que eu tinha entregado os pontos.

          É claro que não foi nem um dia fácil. Existiram mil razões para eu esmorecer e desistir de alcançar o meu canudo universitário. As situações que eu passava eram verdadeiramente um martírio para mim. Eu vivia de incertezas, pois um dia, após falar com Deus e o mundo tinha garantia de ir para a aula e já no outro não fazia ideia de como me faria presente na Universidade de novo. Sem contar que, enfrentei outras inúmeras barreiras que acho que se fosse outro no meu lugar correria cedo. Mas, como eu não corro… (rsrsrs).

Entretanto, quando o “cinto” apertava mesmo era meio engraçado e admirável, porque ao invés de chegar na sala de aula e vomitar tudo o que me afligia eu só ria. Ria com força de mim, das adversidades, enfim, de todos os “nãos” que eu tinha em mãos. E o meu riso desvairado conduzia o pessoal, as meninas que sempre estavam do meu lado e até o professor (a) para uma gargalhada sem fim, então era muito legal ter esse momento com a turma. Era como se esse mar de riso removesse a nuvem negra do sol e o fizesse brilhar novamente para mim.

            Uma outra circunstância que me motivava, mas que me doía bastante era ver amigos, conhecidos e desconhecidos desistindo por tão pouco do curso. Poxa! Eles possuíam condições físicas e mentais excelentes e, mesmo assim, no primeiro probleminha que aparecia já jogavam tudo para o ar e não queriam mais saber de nada. É claro que não estou julgando ninguém, eu sei que todo mundo carrega uma cruz, porém, não vou mentir que às vezes me dava raiva em ver pessoas reclamando e faltando aulas por coisas minúsculas. Contudo, diante dessa ocasião, eu olhava para mim e dizia: – “Bora, Rita! Você não pode desistir como eles. Você é forte e tem que mostrar a capacidade da sua força para eles.” E eu mostrei! E agora, enfim, a única coisa que vou jogar para o ar é o meu capelo (chapéu de formatura).

         No mais, dentro da Universidade Federal do Acre eu não só lutei para estudar. Lutei também por direitos e melhorias. Por essa razão, com a sensibilidade que todos da UFAC tiveram para me ouvir e atender eu saio de lá deixando um legado extenso. Deixo rampas acessíveis, um espelho acessível, cadeiras de rodas e o melhor de tudo, pessoas mais educadas. Sim! Pessoas. Digo isso, porque quando fui acolhida gentilmente pela equipe do ônibus para ir e vir com ela todo mundo entrava primeiro do que eu e isso não é o correto.

Diante disso, eu tomei a iniciativa de conversar francamente com as turmas da noite para pedir que elas tivessem mais respeito por mim. Porém, a conversa foi definitivamente um fiasco, e, portanto, passei o problema para as mãos dos responsáveis do Campus. Eles resolveram com um lindo diálogo feito pelo atual Subprefeito e com uma SIMPLES e maravilhosa fila, a qual fez o meu direito deixar de ser violado pela comunidade acadêmica. Eu não sei se a fila continua, mas espero que sim, pois fazer pessoas melhores com certeza deve ser o melhor legado que deixamos para o mundo.

Enfim… a UFAC e eu sempre levaremos a luz uma da outra para qualquer destino que formos. Por isso, deixo aqui registrado a minha eterna gratidão a Deus, a minha família (essencialmente ao meu tio Eden, a minha MÃE avó e ao meu PAI avô, o qual não se encontra mais fisicamente entre nós, mas de onde estiver sinto que se orgulha). Agradeço de forma profunda também a Clínica Vitalle, a todo mundo que me deu transporte e gasolina, a UFAC e a todos, absolutamente todos os anjos que fizeram parte dessa jornada de quatro anos e proporcionaram vida ao meu espírito de luta para concluir minha tão venerada faculdade de Letras. Sucesso a cada um que me ajudou. #Ritinhavaiformar

                                                                                                                                                                                                     Por: Ritinha Andrade

Notícias Recomendadas

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site ou de seus editores.