Autor do ataque em Nova York é ligado ao Estado Islâmico e se radicalizou nos EUA

01.11.2017 13:43 Por Redação Juruá Online

Uzbeque Sayfullo Saipov, de 29 anos, foi apontado como autor do ataque que deixou 8 mortos em Nova York, na tarde de terça-feira (Foto: Reuters/Department of Corrections )
Uzbeque Sayfullo Saipov, de 29 anos, foi apontado como autor do ataque que deixou 8 mortos em Nova York, na tarde de terça-feira (Foto: Reuters/Department of Corrections )

O autor do ataque que deixou oito mortos e 12 feridos em Nova York, na terça-feira (31), é ligado ao Estado Islâmico e se radicalizou nos EUA, afirmou o governador de Nova York, Andrew Cuomo. “Ele é um depravado covarde e estava associado com o Estado Islâmico”, declarou, segundo a France Presse.

A imprensa americana identificou o autor do ataque como Sayfullo Saipov, um imigrante uzbeque de 29 anos. Ele teria dois endereços nos Estados Unidos – um na Flórida e outro em Nova Jersey. As investigações apontam que ele estava morando, nas últimas semanas, em Paterson (Nova Jersey), onde teria alugado a caminhonete usada no ataque.

O Uzbeque conseguiu visto para morar no país pela Loteria Diversidade de Vistos, que funciona por meio de um sorteio. Atualmente, ele trabalhava como motorista do Uber.

Segundo as autoridades, seu nome nunca tinha aparecido em nenhuma investigação do FBI e ele nunca tinha despertado qualquer suspeita.

Saipov chegou aos EUA em 2010 e morou inicialmente em Ohio. O ativista religioso e blogger uzbeque baseado nos EUA Mirrakhmat Muminov disse à BBC que conheceu Saipov e afirma que ele se radicalizou depois de chegar aos Estados Unidos, quando ficou deprimido por estar longe de seu país e se isolou de sua comunidade.

Sayfullo Saipov é casado e tem três filhos, de acordo com Muminov, que diz ter perdido contato com o suspeito.

Outro uzbeque que o conheceu, Kobiljon Matkarov, disse ao jornal “New York Times” que durante o período que morava na Flórida Saipov parecia uma pessoa “muito boa”, que gostava dos Estados Unidos e “estava o tempo todo contente”.

Após atropelar o grupo de pessoas que passava por um trecho da ciclovia que fica próximo do memorial do World Trade Center, no sul de Manhattan, Saipov gritou “Alá é grande”, em árabe, ao sair do veículo, segundo relato de testemunhas. Ele portava uma arma de paintball e outra de ar comprimido. Logo após o ataque, ele foi baleado pela polícia e detido. De acordo com a CNN, Saipov deixou um bilhete dizendo pertencer ao grupo radical.

Presidente Trump reage ao atentado e critica a concessão de vistos para estrangeiros

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O jornal “New York Post” disse que bilhete do suspeito foram achados dentro da caminhonete e que os investigadores também teriam encontrado uma foto de uma bandeira do Estado Islâmico.

Embora o Estado Islâmico não tenha reivindicado o ataque, o presidente Donald Trump se referiu ao grupo extremista logo após a ação terrorista. “Não devemos permitir que Estado Islâmico volte, ou entre, em nosso país depois de derrotá-los no Oriente Médio e em outros lugares”, afirmou Trump.

O local do ataque é bastante simbólico já que está perto de onde ficavam as Torres Gêmeas, destruídas por integrantes da Al Qaeda no atentado de 11 de setembro de 2001, que deixou cerca de 3 mil mortos.

Mapa do ataque em Nova York que deixou 8 mortos e 12 feridos (Foto: Alexandre Mauro, Igor Estrella e Roberta Jaworski/G1)
Mapa do ataque em Nova York que deixou 8 mortos e 12 feridos (Foto: Alexandre Mauro, Igor Estrella e Roberta Jaworski/G1)  

Mais restrições

Na noite desta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou, que se “endureça” os vetos a cidadãos estrangeirosdepois de ser divulgado que o autor do atentado que deixou oito mortos em Nova York é um imigrante do Uzbequistão. Ele também criticou a “loteria de visto” e defendeu que as autorizações de permanência no país sejam concedidas por “mérito”.

“Acabo de ordenar ao [Departamento de] Segurança Nacional que endureça nosso programa de vetos, que já é extremo. Ser politicamente correto é bom, mas não para isto!”, afirmou o presidente em uma mensagem no Twitter.

Nesta quarta (1º), também no Twitter, Trump criticou o sistema americano de concessão de vistos, colocando pressão sobre o programa de “loteria de vistos”, que forneceu a autorização de permanência para o autor do ataque.

“O terrorista veio para o nosso país através do que é chamado de ‘Programa Loteria de Vistos de Diversidade’, um presente de Chuck Schumer. Eu quero (um programa) baseado em mérito”, afirmou, se referindo ao líder democrata no Senado.

Vítimas

Entre os mortos, estão cinco argentinos e uma belga. As vítimas foram identificadas pelo Ministério de Relações Exteriores argentino como Hernán Diego Mendoza, Diego Enrique Angelini, Alejandro Damián Pagnucco, Ariel Erlij e Hernán Ferruchi. Além deles, Martín Ludovico está entre os feridos e está internado. Entre os feridos, estão ainda três belgas, mas os nomes ainda não foram divulgados.

Fonte: G1

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