Mortes em distúrbios na Venezuela passam de 40

16.05.2017 16:01 Por Vanísia Nery

Oposicionistas do governo Maduro constroem barricadas em protesto (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

Oposicionistas do governo Maduro constroem barricadas em protesto (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

Novas mortes anunciadas nesta terça-feira (16) na Venezuela elevaram o número de mortos em distúrbios e protestos contra o governo de Nicolás Maduro. O total de mortos em seis semanas passa de 40, segundo as agências de notícias.

Dois manifestantes, de 17 e 33 anos, morreram depois de terem sido feridos com tiros em protestos desta segunda-feira, informa a agência France Presse, que contabiliza um total de 41 mortos em seis semanas.

O mais jovem, que não teve a identidade divulgada, faleceu durante a madrugada em um hospital público, para onde foi levado na segunda depois de ser atingido por um tiro na cabeça. A vítima foi atingida “durante uma manifestação” no município de Pedraza (estado de Barinas, oeste do país), informou o Ministério Público, que investiga o caso em conjunto com a polícia judicial (CICPC).

De acordo com informações preliminares, o jovem estava perto do local em que acontecia um protesto, quando repentinamente chegou um grupo de pessoas que efetuou vários disparos, ferindo o jovem na região cranioencefálica.

Pouco depois, o MP informou que outra vítima, identificada como Diego Hernández, “morreu ontem (segunda-feira) após receber um tiro durante uma manifestação” em Capacho, Táchira (na fronteira com a Colômbia), pelo qual “um policial regional foi detido”.

A agência Reuters reporta que uma terceira pessoa, cujo nome e idade não foram revelados, morreu em protestos em San Antonio, segundo autoridades. A Reuters contabiliza um total de 42 mortos em seis semanas.

Plantão contra Maduro

Na segunda, foram registrados distúrbios violentos em vários estados do país, como parte de um plantão nacional convocado pela coalizão de partidos Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Dois policiais e um civil foram feridos a tiros na cidade de Valencia (no norte) e na localidade de Colón (Táchira) durante confrontos, de acordo com autoridades regionais e dirigentes opositores.

Ao menos 90 pessoas foram presas em meio aos tumultos da segunda-feira, de acordo com um grupo local de direitos humanos, citado pela Reuters.

Exigências

Centenas de milhares de pessoas foram às ruas nas últimas semanas, revoltadas com a escassez de alimentos, uma crise médica e uma inflação em disparada.

Os manifestantes exigem eleições, a libertação de ativistas presos, ajuda humanitária estrangeira para amenizar a crise econômica e autonomia para a atual legislatura controlada pela oposição.

O presidente socialista acusa seus adversários de querer “incendiar” o país para derrubá-lo e propiciar uma intervenção dos Estados Unidos, país que acusa de financiar as manifestações.

Fonte: Reuters

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