EUA enviaram suspeitos de integrar o Estado Islâmico na Síria para julgamento no Iraque, diz agência

29.05.2019 9:41 Por videos

Oito homens da Bélgica, França, Alemanha, Austrália, Egito e Marrocos foram condenados por seu envolvimento com o grupo terrorista.

Forças dos Estados Unidos transferiram em sigilo ao menos 30 combatentes estrangeiros do Estado Islâmico, capturados na Síria, para serem julgados no Iraque. A informação foi divulgada pela agência Reuters após entrevistas com os suspeitos, fontes iraquianas e consulta a documentos judiciais.

Embora o destino de milhares de combatentes do Estado Islâmico capturados na Síria continue incerto, os cerca de 30 estrangeiros foram capturados pelas Forças Democráticas da Síria (FDS), que têm apoio dos EUA. De acordo com fontes judiciais e do serviço de inteligência, eles foram transferidos ao Iraque em 2017 e 2018.

Oito homens da Bélgica, França, Alemanha, Austrália, Egito e Marrocos condenados por seu envolvimento com o Estado Islâmico foram entrevistados pela Reuters ao comparecerem perante as cortes iraquianas.

Três deles foram condenados à morte por serem filiados ao grupo terrorista e cinco receberam penas de prisão perpétua. Quatro deles disseram que foram torturados na prisão, porém a agência não conseguiu verificar a afirmação.

es disseram que, depois de serem capturados na Síria, eles passaram por interrogatórios sobre o seu trabalho no Estado Islâmico. Eles afirmaram que foram mantidos, a maioria em solitárias, em bases militares dos EUA na região do Curdistão iraquiano ou na Jordânia e depois entregues à custódia do Iraque.

O Serviço de Contraterrorismo do Iraque (CTS) negou que os detidos tenham sido transferidos da Síria para sua custódia em 2017 e 2018 e negou as alegações de tortura dos detidos.

O Comando Central dos militares dos EUA, que supervisiona as forças norte-americanas no Oriente Médio, não quis comentar as informações, mas reconheceu os desafios representados pelos detidos capturados por milícias curdas, que não têm autoridade reconhecida internacionalmente.

“A questão dos combatentes terroristas estrangeiros sob custódia das FDS na Síria é um problema extremamente complexo”, disse seu porta-voz, capitão Bill Urban.

Os EUA querem que os países assumam a responsabilidade por seus combatentes estrangeiros por meio de “processos, programas de reabilitação ou outras medidas que impeçam suficientemente que os detidos voltem a se envolver com o terrorismo”, disse ele.

Por Reuters

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