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Acre

Venezuelanos refugiados no AC temem Covid-19 e pedem ajuda do governo: 'não estamos instruídos'

Há meses, o Acre tem sido porta de entrada para muitos imigrantes. Porém, durante a pandemia de Covid-19, a questão passou a preocupar o governo e também os imigrantes que ficam nas ruas da capital acreana, Rio Branco.

Em Assis Brasil, a prefeitura decretou situação de emergência por conta do número de imigrantes que ficaram retidos na cidade após o fechamento da fronteira entre Acre e Peru.

Na capital, os venezuelanos que pedem ajuda nas ruas vivem em condições precárias e sobrevivem com o mínimo. Neste momento em que o novo coronavírus assusta o mundo todo, a situação ficou ainda mais delicada.

“É uma pandemia e não sabemos como controlar. Saímos todos os dias com cartazes para pedir dinheiro e alimentar nossas famílias. Isso também nos preocupa porque não queremos contaminar nossas famílias”, conta o venezuelano Atônio Agostine.
Eles reclamam também que o governo não passou nenhuma orientação após decretar calamidade pública no estado. No abrigo improvisado onde passam os dias, não tem energia e as condições são precárias.

O também venezuelano Redericl Antônio diz que todos estão perdidos e não sabem como lidar com a situação.

“Não veio ninguém do governo para nos explicar, nos dar uma instrução eficiente para como evitar [a Covid-19], quais são os meios que devemos usar para evitar propagar a doença. Como fazer com as roupas que chegamos? Devemos lavar as mãos? Devemos imediatamente lavar as roupas quando chegamos em casa? Nada nos explicaram”, reclama.

 

O medo, segundo o imigrante, é que, sem informação, eles acabem sendo infectados pela doença e também acabem passando isso para quem está no abrigo.

“É perigoso, pode se espalhar aqui facilmente. Nossa principal preocupação é que o vírus de uma pandemia chegue aqui e nós não estamos instruídos, nem para evitar que a pandemia se propague dentro do nosso núcleo familiar, dentro da nossa habitação”, reclama.

Com medo das doenças, muitos deles evitam as ruas, mas é lá que conseguem ajuda para sobreviver no estado. Sem saber o que fazer, eles pedem ajuda do poder público.

Uma das poucas coisas que sabem é que água e sabão ajudam na prevenção da doença. Mas, até os itens de higiene são escassos no local.

“Não temos trabalho e temos que sair na rua para pedir por nossas crianças, por isso, temos que sair. Estamos em uma situação muito difícil agora e peço ao governador e a prefeitura que nos ajudem com produtos de higiene pessoal e de limpeza para nossas crianças e para nós”, diz Jesus Zapata.

Em coletiva, na segunda-feira (23), o governador Gladson Cameli abordou a questão de ajuda humanitária e disse que está estudando uma forma de atender esse público.

"Vamos fazer o que está dentro de nossas possibilidades, estamos em contato com o governo federal, mandamos kits de sacolões e queremos colocá-los em abrigos para que possam ser atendidos melhor, estamos fazendo parceria. Com o fechamento das fronteiras podemos dar uma melhorada no quis diz respeito à entrada”, disse.

 

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