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Cotidiano

Dsei monta estrutura e Plano estratégico para prevenir propagação do Covid-19 em aldeias

O Distrito Sanitário Indígena do Alto Juruá (Dsei/Alto Juruá), em conjunto com as lideranças indígenas da região, montou um Plano estratégico para prevenir a chegada e propagação do Covid-19 nas aldeias. Entre as estratégias utilizadas para barrar a propagação do coronavírus, estão impedidas a entrada de nacionais e estrangeiros não índios nas aldeias, como ainda foi criada toda uma estrutura, com barracas aptas a atender indígenas que possam chegar com suspeita de Covid-19. Seis indígenas que estão em outros estados retornam ao Acre nessa semana. Devido o risco da doença, eles devem seguir todas as recomendações do Ministério da Saúde, antes de continuarem o deslocamento para as aldeias, e serão submetidos a quarentena.

O indíce de contaminação em aldeias é zero até o momento, segundo o coordenador regional no Juruá, Marco Antônio. Ele complementou que duas crianças indígenas foram incluídas como suspeitas da doença, mas os dois casos já foram descartados, após resultado negativo.“Nosso índice de contaminação é zero. Duas crianças indígenas fizeram o exame, que constatou negativo”, explicou o coordenador.

Mesmo sem nenhum caso positivo em Cruzeiro do Sul, nem em nenhuma aldeia, as medidas são preventivas, como explicou a coordenadora do Dsei Alto Juruá Iglê Monte. 

“É fundamental que esse plano fosse construído com eles, pois são eles que estão na ponta, que tem que fortalecer a conscientização da população indígena, principalmente com a entrada de pessoas que não residem nas aldeias. As ações estão sendo fortalecidas para que possamos retardar ao máximo que pudermos, para que essa doença não chegue as aldeias”, enfatizou a coordenadora do Dsei Alto Juruá Iglê Monte.  

A coordenadora destacou ainda que entre as medidas de prevenção, os indígenas que apresentarem sintomas serão acompanhados pela equipe de saúde do Dsei, ficando isolados por 07 dias, e caso os sintomas continuarem eles permanecem por mais 14 dias em isolamento,  e caso a situação venha a se agravar os pacientes serão encaminhados para os municípios de residência ou de Cruzeiro do Sul. Só após o tratamento retornam para a Casai (Casa de Apoio a Saúde em Mâncio Lima) e depois para as aldeias.

“Temos toda uma preocupação, se essa doença chegar aqui termos uma logística para atendê-los. Montamos alojamentos, para termos condições de recebê-los, casos isso possa acontecer. Montamos toda uma estrutura, dentro das nossas limitações, com relação a prevenção. Trabalhamos a atenção básica, que é promovida dentro das aldeias, mas temos os pacientes que vem receber o atendimento de média e alta complexidade nos municípios, e muitos vem até Cruzeiro do Sul que é a referência. Nossa preocupação é muito grande por trabalharmos com um público vulnerável social em saúde. O mais importante de tudo isso é saber que eles estão colaborando e sabem a importância de se manterem em suas aldeias”, finalizou.

Atualmente o Dsei é responsável pelos cuidados em saúde de 14 etnias, com mais de 18.200 indígenas. O coordenador Marcos Antonio enfatizou que contam com o apoio fundamental da Polícia Fedeal e Exército para impedir a entrada de pessoas que não sejam índios dentro das aldeias, neste momento.

 “Visitantes nacionais e não nacionais estavam proibidos de entrar nas terras indígenas, através de um acordo feito anteriormente com as lideranças, das quais contamos com um enorme apoio. É claro, ainda existe alguns que tentam entrar nas áreas, mas isso está sendo monitorado. Quando houver, como aconteceu, retiramos essas pessoas das áreas indígenas, com apoio da Polícia Federal ou do Exército, para que consigamos bloquear a entrada do Covid-19 nas terras indígenas”, falou o coordenador Marcos Antônio.

 

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